12 dezembro 2006

História da Beleza

História da Beleza
Organização de Umberto Eco
Tradução de Eliana Aguiar
Rio de Janeiro: Record, 2004
438 páginas

Este livro é uma BELEZA!!!

Já o havia citado em minha tese, onde transcrevo um trecho final no qual Umberto Eco imagina a dificuldade de um suposto viajante interplanetário indentificar qual o conceito de beleza em nossos dias, neste planeta:

Os mass media, por sua vez, não apresentam mais nenhum modelo unificado, nenhum ideal único de Beleza. Podem recuperar, mesmo em uma publicidade destinada a durar uma única semana, todas as experiências da vanguarda e, ao mesmo tempo, oferecer modelos dos anos 20, anos 30, anos 40, anos 50, até a redescoberta das formas fora de uso dos automóveis da metade do século. Os meios de comunicação repropõem uma iconografia oitocentista, o realismo fantástico, a opulência junonal de Mae West e a graça anoréxica das últimas modelos; a Beleza Negra de Naomi Campbell e a nórdica Claudia Schiffer; a graça do sapateado tradicional de A Chorus Line e as arquiteturas futuristas e petrificantes de Blade Runner. [...] O nosso explorador do futuro já não poderá distinguir o ideal estético difundido pelos mass media do século XX e passa. Será obrigado a render-se diante da orgia de tolerância, de sincretismo também, de absoluta e irrefreável politeísmo da Beleza.

Um comentário:

Julia disse...

Ja sofri muito com esta coisa de "ideal modelo" referente a "beleza plastica" no sentido que sempre me confrontei com situações e comportamentos dos outros ligado ao ciumes...Agora achei um meio que não é certo, mais achei:engordei um pouco! aproveitei o embalO da MENO! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA